Acordo com EUA é ‘um mero suspiro’ para a União Europeia, aponta professor
Tratado reduz taxas anunciadas pelo presidente americano para 15% e determina a compra de equipamentos de defesa americanos pelo bloco europeu
Conexão Record News|Do R7
O analista internacional Vladimir Feijó fala sobre o novo acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia. O pacto reduziu tarifas sobre produtos europeus de 30% para 15%, mas ainda é visto como temporário e desequilibrado. “O que a gente tem [...] é pelo menos um suspiro de que a situação não vai continuar ficando mais tensa, mas veja, é um mero suspiro”, avalia.
Ao Conexão Record News desta segunda-feira (28), Feijó diz que “os Estados Unidos não cederam em nada”. Ele destaca que o acordo prevê compras de armas, petróleo e gás dos EUA, além de um grande investimento europeu em um possível fundo soberano americano, com lucros majoritariamente controlados por Washington.
O especialista também aponta que a guerra no leste europeu influenciou a decisão. “A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) tem que ter a capacidade de lutar sem tanta presença americana”, explica. Segundo ele, os europeus aceitaram o pacto para manter acesso ao mercado dos EUA e tentar equilibrar suas economias, mesmo sem garantias concretas de longo prazo.
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