Análise: Putin deseja transformar a Ucrânia em Estado fantoche ou anexá-la
Em meio a negociações de cessar-fogo, pesquisador de relações internacionais explica motivos que levaram Moscou a iniciar operação militar no leste europeu
Conexão Record News|Do R7
“É uma guerra de anexação”, avalia Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense, sobre o conflito em território ucraniano.
Segundo o especialista, os motivos alegados por Moscou para invadir o país, como a entrada da ex-república soviética na OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e um suposto genocídio de russos na região do Donbass, eram uma fachada para transformar a nação vizinha em “um território anexado ou num Estado fantoche como Belarus”.
Ao Conexão Record News desta terça-feira (20), Brustolin comenta que, em 2022, Kiev não conseguiria ingressar na aliança militar ocidental por estar em conflito na região separatista. A OTAN não pode, devido a seu estatuto, aceitar a entrada de países envolvidos em disputas armadas. Sobre o suposto genocídio, Brustolin lembra que “a Corte Internacional de Justiça declarou que não havia um genocídio, não havia nenhuma evidência”.
O pesquisador conclui que o embate se resume à soberania ucraniana. O Kremlin não reconhece o território como independente, apesar de possuir cultura e história distintas e mais antigas que as da própria Federação Russa, e busca conquistá-lo por meio da operação militar.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Putin e Zelensky vão iniciar negociações para um cessar-fogo e também para o fim das hostilidades. Vladimir Putin confirmou que o governo russo está pronto para um possível acordo de paz, se os termos apropriados forem alcançados.
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