Autoridades do Irã tentam aliviar pressão interna com ataque à base dos EUA no Catar, diz professor
Imprensa local diz que defesas do país interceptaram mísseis, o que evitou danos às instalações
Conexão Record News|Do R7
Com a retaliação do Irã aos Estados Unidos, com ataques realizados nesta segunda-feira (23) contra a base Al-Udeid, no Catar, a tensão do conflito no Oriente Médio se concentra nas imediações do Golfo Pérsico. A região também é próxima do Bahrein e da Arábia Saudita, países importantes para o comércio internacional.
Em entrevista ao Conexão Record News, Vladimir Feijó, analista internacional e professor da UniArnaldo, diz que as ofensivas iranianas podem ser uma “operação simbólica”, para gerar alívio à pressão interna no país. Segundo a imprensa local, as defesas aéreas do Catar interceptaram os mísseis, evitando qualquer dano.
O especialista aponta para a possibilidade de o Irã ter avisado com antecedência o governo catari sobre os ataques, como informado por veículos de comunicação americanos. “A gente de fora fica surpreso. Como pode tantos discursos violentos de um lado, ter, ao mesmo tempo, coreografia de arranjos e avisos por detrás para evitar um escalonamento muito maior”, diz o professor.
Feijó ainda relata que as autoridades de Teerã pretendem preservar o poder e o status dentro do país, o que seria dificultado em um conflito em larga escala. “Mesmo que o discurso interno seja ‘olha, nós causamos a destruição’, como existe censura e bloqueio de acesso à internet, a população não vai ficar sabendo que esse ataque não surtiu o efeito anunciado pelo governo”, completa.
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