'Dificilmente existe a possibilidade de o Irã retroceder', avalia professor
No oitavo dia de conflito, um novo ataque com mísseis iranianos em Israel deixou feridos e aumentou ainda mais a tensão na região
Conexão Record News|Do R7
Nesta sexta (20), um míssil iraniano atingiu um complexo tecnológico em Bersheba, no sul de Israel, ferindo, ao menos, sete pessoas. O ataque aconteceu um dia depois de um hospital ser atingido na mesma cidade, com 70 feridos. E, nesta madrugada, a força aérea israelense lançou uma nova ofensiva contra o Irã, atingindo dezenas de alvos militares e um centro de pesquisa nuclear.
“Nós não vemos, até o momento, nenhum retorno no sentido de uma possibilidade de um acordo Irã e Israel”, afirma o analista internacional Bruno Pasquarelli, ao comentar o oitavo dia do conflito. O especialista aponta que o regime iraniano só aceitará recuar caso conclua que não tem condições de sustentar a operação militar.
Ao Conexão Record News desta sexta-feira (20), Pasquarelli analisa que é improvável que Teerã aceite a proposta dos aliados ocidentais de suspender seu programa nuclear. O envolvimento dos Estados Unidos no conflito seria o único meio de atingir os locais onde as armas atômicas são produzidas.
A aliança entre Washington e Israel também é considerada essencial para garantir a vitória não apenas contra o Irã, mas também contra diversos grupos terroristas por ele financiados, segundo o analista. “Tudo começa, obviamente, com o terrorismo do Hamas, e aí Israel realiza suas ações na Faixa de Gaza. Nós tivemos ações de Israel contra o Hezbollah no Líbano e contra os Houthis no Iêmen. Todos financiados pelo Irã”, avalia.
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