Disputas políticas entre Brasil e Argentina não devem afetar Mercosul, avalia professor
Especialista em relações internacionais diz que divergências de ideologia entre países membros do bloco não atrapalharão novos acordos comerciais
Conexão Record News|Do R7
“Mesmo com os inquilinos, seja no Palácio do Planalto, seja na Casa Rosa com diferentes mentalidades, há possibilidade de se avançar no que interessa às sociedades argentina e brasileira”, comenta Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais, em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (3).
De acordo com ele, os interesses econômicos do Mercosul acabam sendo maiores do que as diferenças ideológicas de seus membros, como Brasil e Argentina. Trevisan explica que a 66ª reunião de cúpula do bloco tem como pano de fundo essencial o acordo com a União Europeia.
“Nós temos que entender que os empresários, tanto de um lado quanto de outro, como dos países menores, o Paraguai, o Uruguai, e agora a Bolívia, todos eles têm forte interesse nisso”, diz o professor ao destacar que o agronegócio é um dos principais setores empenhados na concretização do tratado.
Trevisan ressaltou a importância das negociações diplomáticas entre os países do bloco. “Nós abrimos em mais de 50 produtos que a Argentina vinha pedindo constantemente e o Brasil fez uma abertura. Em troca, a Argentina, que tem uma posição mais resistente nesse aspecto, aceitou o Mercosul Verde”, pontua. Segundo ele, esse avanço revela a disposição mútua de superar resistências em nome do acordo com os europeus.
O professor também chamou atenção para a ampliação das parcerias comerciais do bloco. “Nós temos que observar que o Mercosul não está fechando o negócio só com o contexto europeu. Acabou de fechar o negócio com a EFTA (Associação Europeia de Comércio Livre, na sigla em inglês), que nada mais é do que a reunião de três países pequenos e a poderosíssima Suíça”, conclui.
Últimas

Primeiro-ministro do Paquistão defende retomada de acordo no Oriente Médio
Segundo ele, este é o único caminho viável para a paz e estabilidade duradoura na região

7,5 mil agentes de segurança pública vão passar por capacitação
Treinamento vai acontecer em todo o país nesta quarta-feira (3)

EUA e Coreia do Norte estariam se preparando para cúpula
Relatório de inteligência sul-coreano afirmou que há indícios de diálogo entre os países

Campos de petróleo passam a ser geridos por empresa dos EUA
Governo norte-americano terá acesso preferencial à produção, além de outros benefícios

Presidente iraniano diz que sanções podem prejudicar diplomacia
Apesar das medidas, Banco Central do Irã afirmou que o país possui reservas cambiais suficientes

PIB desacelera e registra alta de 0,5% no segundo trimestre
Resultado positivo do período foi puxado pelo setor da agropecuária

Assista à entrevista com Frederico Antunes (PSD), candidato ao Senado pelo RS
RECORD NEWS exibiu a sabatina conduzida pelo apresentador Léo Saballa Júnior, da RECORD Guaíba

Termina nesta segunda (31) prazo de adesão ao Desenrola Fies 2026
Governo federal estima que um milhão de estudantes sejam beneficiados

Rússia alerta para ações 'agressivas' da Otan no Ártico
Moscou condenou reforço da presença da Aliança no extremo norte e falou em risco de confronto
Brasil e EUA começam nova fase de negociações sobre tarifaço
Reunião vai acontecer na tarde desta segunda (31), depois de Lula e Trump conversarem por telefone

Eclipse lunar parcial é visto no Brasil a olho nu
Fenômeno cobriu mais de 90% do disco solar; próximo deve ocorrer em 2028

EUA negociam acesso de longo prazo às reservas de petróleo
Tratado deve permitir desenvolvimento de campos petrolíferos por empresas americanas

Coreia do Sul anuncia exercícios militares com EUA e Japão
Manobras são treinamento para responder às ameaças nucleares e garantir a estabilidade na região

Assista à entrevista com Marcel Van Hattem (NOVO), candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul
RECORD NEWS exibiu a sabatina conduzida pelo apresentador Léo Saballa Júnior, da RECORD Guaíba

Camex prorroga imposto sobre exportação de petróleo
Tarifa de 12% vai ser estendida a partir de setembro, quando vence o prazo da decisão anterior



