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EUA não vão conseguir impor acordo rígido para a China, avalia professor

Trégua tarifária entre os países, que terminaria nesta terça-feira (12), foi prorrogada por mais 90 dias

Conexão Record News|Do R7

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Estados Unidos e China prorrogaram a trégua tarifária por mais 90 dias. Donald Trump havia pedido para que o país asiático quadruplicasse as compras de soja. O presidente norte-americano busca reduzir o superávit comercial da China com os EUA.

"Se há uma quadruplicação das importações de soja americana para a China, isso evidentemente vai reduzir em muito o mercado brasileiro dessa commodity", alerta Lucas Ferraz, coordenador do Centro de Negócios Globais da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas. Ele lembra que o Brasil já responde por cerca de 25% das importações mundiais de alimentos feitas pela China, incluindo soja, e que os Estados Unidos perderam há anos o posto de maior fornecedor para o país asiático.

Em entrevista ao programa Conexão Record News desta terça-feira (12), Ferraz analisa que dificilmente Washington conseguirá impor um acordo totalmente assimétrico a Pequim. Ele aponta que a China é hoje responsável por 35% da manufatura mundial e movimenta mais de US$ 5 trilhões (cerca de R$ 26,95 trilhões) em exportações e importações, o que a torna a segunda maior potência econômica do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Para o especialista, as negociações prorrogadas por mais 90 dias devem ser duras e sem repetição de acordos passados, como os firmados com a União Europeia, Japão ou Coreia do Sul. "Ela tem esse dever de não sucumbir à coesão americana", afirma, destacando o papel chinês de manter o sistema multilateral de comércio e sinalizar estabilidade a aliados.

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