Gastos com defesa das potências europeias será de 2,5% do PIB nos próximos anos
Reino Unido anuncia que vai expandir sua frota de submarinos com propulsão nuclear; ação visa preparar o país para um momento de guerra moderna
Conexão Record News|Do R7
“A gente sabe que não há nenhuma possibilidade de um avanço russo sobre os países da Europa Ocidental”, afirma Lier Ferreira, pesquisador do núcleo de estudos dos Brics da Universidade Federal Fluminense, em conversa com o Conexão Record News, desta segunda-feira (2). O especialista comenta o anúncio do Reino Unido sobre a expansão da frota de submarinos de ataque com propulsão nuclear.
Ferreira também diz que mesmo os países do báltico, que estiveram por muito tempo na janela de influência de Moscou, não correm risco real de serem invadidos pela Rússia, e que o motivo da invasão à Ucrânia é muito mais vinculada à possibilidade do país entrar na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Segundo o pesquisador, o Reino Unido anunciou o aumento de seus investimentos bélicos, por conta da pressão americana para a Europa passar a gastar mais pela sua segurança. Para Ferreira, nos próximos anos, o patamar médio de gastos com defesa das potências europeias será de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto), valor prometido pelo primeiro-ministro inglês Keir Starmer ao ser eleito ano passado.
O Reino Unido anunciou que vai expandir as frotas de submarinos de ataque com propulsão nuclear nesta segunda-feira (2). Ação faz parte de uma revisão de defesa e visa preparar o país para lutar uma guerra moderna e combater a ameaça russa.
Essa estratégica de defesa acontece depois de Donald Trump afirmar que a Europa precisava assumir mais responsabilidades pela própria segurança. A nova medida solicita que as forças armadas britânicas atinjam um estado de prontidão para o combate — atualmente, o exército britânico é o menor desde a era napoleônica, e o governo cobra uma reconstrução devido às crescentes ameaças.
Apesar dos cortes no orçamento militar nos últimos anos, o Reino Unido segue ao lado da França como uma das maiores potências militares da Europa.
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