Instabilidade no mercado americano pode dar à China a liderança do comércio global; veja análise
Especialista acredita que as taxas de retaliação aos EUA devem atingir 105%
Conexão Record News|Do R7
Segundo o analista internacional Vladimir Feijó, em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (9), é provável que a China mantenha a elevação de taxas em resposta às tarifas americanas, e atinja taxação de 105% — por uma questão, também, de política interna.
“É preciso que Xi Jinping demonstre que não vai permitir devolver à história o chamado século de humilhação [período entre 1839 e 1949, quando o país se viu submisso a potências ocidentais e ao Japão]. Toda a gestão dele gira em torno disso”, pontua o especialista.
Uma das alternativas encontradas pelo país asíatico para driblar a ofensiva dos Estados Unidos é se aproximar de mercados inesperados — como Coreia do Sul e Japão. Para Feijó, a mudança nas relações comerciais da China pode reverter a liderança americana, agora instável em um cenário de globalização.
“Se no passado eram os Estados Unidos que encabeçavam esse discurso, a China tem agora a oportunidade para manter o seu próprio histórico de crescimento econômico elevado, em utilização desse mecanismo de impostos cada vez menores e fazendo essa interdependência econômica dos diferentes países”, conclui o especialista.
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