'Na prática, Trump tarifa os americanos que compram os produtos brasileiros', diz economista
Analista acredita que Brasil pode negociar mobilizando o setor produtivo dos EUA, que também vai sofrer com as taxas: 'Dependem do nosso suco, do aço, do café'
Conexão Record News|Do R7
O governo brasileiro enviou uma carta endereçada aos Estados Unidos repudiando as tarifas de 50% impostas contra o país, mas mostrando disposição para negociar. A carta foi assinada por Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e por Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (16), o economista Ricardo Buso comenta os próximos passos para a negociação. O especialista diz que o intuito do Governo é evitar uma prorrogação do prazo, uma vez que tal solicitação pode indicar que o país concorda com a justificativa, mas questiona o tempo da aplicação.
“Um caminho seria a prorrogação, que tem esses prejuízos. O outro caminho seria a retaliação, que realmente parece não ser produtivo, até porque é uma diferença de poder muito grande”, explica Buso.
O economista ainda aponta que o caminho ideal é mobilizar a Organização Mundial do Comércio e a produção norte-americana. “Eles dependem do suco de laranja, eles precisam muito do nosso aço, do nosso café, das aeronaves, e isso pode causar um problema grande para eles. É um problema no sentido de reduzir produção, de encarecimento”, completa.
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