Negociação com os EUA mostrou que o Brasil tem força de argumentação; veja análise
Especialista pontua que posição brasileira frente aos americanos foi fortalecida pela atuação da diplomacia e importância econômica do país
Conexão Record News|Do R7
“Ficou claro que o Brasil tem força de argumentação”, avalia o professor de Relações Internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) Leonardo Trevisan. Ele analisa a repercussão da fala do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a tentativa de reverter as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros de alguns setores, como carne bovina e café, que não entraram na lista de exceções, e destaca: “Se nós conseguirmos nos acomodar nas faixas mais baixas, de até 10%, parece um bom negócio para nós”.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (31), Trevisan diz que, mesmo com dificuldades, há sinais de abertura nas negociações: “Aquela imagem de porta fechada não era bem verdade, as coisas se acomodaram”. Segundo ele, os argumentos do Brasil têm sido mais ouvidos por conta da relevância do país no comércio internacional e da condução acertada das tratativas pelo governo federal.
Trevisan ainda lembra que o país é a oitava economia do mundo e precisa valorizar sua posição. “Às vezes as pessoas falam de Rússia, por exemplo, eu digo: ‘Olha, desculpa, a Rússia tem um PIB menor que o do Brasil’”, comenta. Para ele, a atuação conjunta entre Itamaraty, Ministério da Fazenda e empresários foi essencial para mostrar que o Brasil sabe agir com “serenidade, tranquilidade” mesmo diante de uma crise.
Últimas

Primeiro-ministro do Reino Unido defende retorno do país à União Europeia
Representantes dos dois países devem se encontrar em novembro para discutir políticas

Estatais federais têm primeiro superávit do ano
Resultado de agosto é o melhor desde o início da série histórica do Banco Central

Rússia envia alerta nuclear à Otan em meio a tensões no Báltico
Moscou disse estar pronta para defender Kaliningrado usando todo o arsenal disponível

Rússia lança ataque em larga escala contra a Ucrânia
Drones e mísseis atingiram sistema de energia elétrica e abastecimento de água

EUA devem concluir retirada de tropas do Iraque nesta quarta (30)
Operação militar começou com invasão norte-americana em 2003 e derrubou Saddam Hussein

Benjamin Netanyahu alerta para possíveis ataques contra Israel
Premiê afirma ter indícios de que 'inimigos' vão tentar ofensivas durante eleições

SUS faz 33 mil cadastros de teleatendimentos a dependentes em apostas em seis meses
Ministério da Saúde precisou ampliar capacidade de 600 consultas para 100 mil por mês

Japão abre mercado para carne bovina argentina
Tratativas começaram em 2024 e terminaram com adoção de exigências sanitárias

Dívida bruta do Brasil registra alta e alcança 82,9% do PIB
Contas públicas de agosto apresentaram déficit de R$ 10 bilhões

Desemprego fica em 5,3% no trimestre encerrado em agosto
5,8 milhões de pessoas estão desocupadas; população ocupada atingiu 103,5 milhões

Um a cada cinco estudantes no Brasil abandona o ensino médio, aponta levantamento
No país, 79% dos ingressantes concluem os estudos em até dois anos após término previsto

TSE proíbe utilização de tecnologias capazes de registrar votos e violar sigilo
Óculos com câmera não podem ser usados nas cabines de votação

Estônia acusa Rússia de ser responsável por ataque
Alvo foi empresa fornecedora de veículos terrestres não tripulados para a Ucrânia

Coreia do Norte critica acordo entre EUA e Coreia do Sul
Segundo Pyongyang, aprovação para construção aumenta a instabilidade regional

China e EUA concordaram com redução recíproca de tarifas
Decisão abrange cerca de US$ 60 bilhões de produtos, incluindo grãos e eletrodomésticos



