Lula se emociona e chora ao falar sobre fome em encontro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar
Presidente foi às lágrimas ao relembrar episódio que viveu quando trabalhava em uma fábrica em 1965
Hora News|Do R7
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se emocionou ao falar sobre a questão da fome em encontro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, na tarde desta terça-feira (5). A edição deste ano do evento aborda a relação entre a agenda climática e a segurança alimentar.
“Se a gente não conseguir transformar os problemas que nós achamos que são graves num problema político, a gente não mexe com as pessoas. A fome é um problema sociológico. Não é uma coisa real para muita gente que não viveu. Nós temos que ter a capacidade de transformar esses problemas que parecem insolúveis em um problema político real. Fazer com que o debate permeie toda a sociedade”, falou o presidente.
Além da politização, Lula defendeu a criação de políticas públicas e a responsabilização do Estado no combate à insegurança alimentar: “Eu fico sempre pensando como seria mais fácil a gente resolver os problemas se as pessoas assumirem a responsabilidade. Esse mundo que nós vivemos, com gente tão importante que você vê na televisão todo dia, gastou ano passado US$ 2,7 trilhões em armas. Isso daria para acabar com a fome de 760 milhões de pessoas”.
O presidente utilizou o exemplo da seca para destacar a necessidade de alternativas para lidar com a fome diante de condições climáticas adversas: “Eu lembro que eu vivia a seca no Nordeste, ela é um problema da natureza. Mas a fome causada pela seca é um problema de falta de vergonha das pessoas que governam o país”.
Segundo Lula, é possível agir “sem ficar culpando a natureza”. “Então o Canadá não pode plantar nada porque durante seis meses está embaixo de neve? Portanto, é preciso que tenham atitudes do poder público para resolver”, afirmou.
“Eu posso dizer para vocês, é muito fácil fazer discurso, mas cuidar do pobre de verdade, você não cuida com a consciência da cabeça, é com o coração. Você tem que ter sentido aquilo, você tem que ter sentimento sobre aquilo. Você precisa ou ter vivido ou ter conhecido alguém que viveu aquilo, porque a fome não dói. A fome vai corroendo você por dentro”. Por fim, ele compartilhou uma vivência própria diante da fome, quando trabalhou em uma fábrica que não possuia refeitório em 1965.
“Eu estava numa situação tão precária, que teve um dia que eu não levei marmita e fui para o bar onde as pessoas comiam lanche. E sempre os companheiros ficavam oferecendo alguma coisa para você. “Ô Lula, você não vai comer?” “Não, eu não estou com fome”. E cada vez que eles colocavam o sanduíche de mortadela na boca, eu imaginava eu mordendo aquele sanduíche. E ficava lá o tempo inteiro com vergonha de dizer que estava com fome e voltava para trabalhar”, disse ao ir às lágrimas.
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