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Pesquisadores brasileiros tentam detectar precocemente o Alzheimer por meio de exames de sangue

Estudo investiga biomarcadores no corpo para diferenciar demências; geriatra explica importância da inovação

Hora News|Do R7

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Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos estão desenvolvendo um painel de biomarcadores — substâncias detectadas no organismo — para detectar precocemente o Alzheimer por meio de exames de sangue. Esse projeto também busca diferenciar a doença de outros tipos de demência, algo que é considerado um dos grandes desafios atuais da neurologia.

Em entrevista ao Hora News desta segunda-feira (30), a geriatra Roberta França explica que exames de sangue para investigação dos quadros demenciais já são uma realidade no mundo, porém, na maioria das vezes, são mais caros e existe uma certa limitação. Além disso, estes não são exames de rastreio, garante a médica, ou seja, não será toda a população testada para saber se possui ou não Alzheimer.

“Na verdade, esses exames são indicados para pessoas acima de 55 anos, que têm um comprometimento cognitivo, que estão ali fazendo a busca diagnóstica e sempre com prescrição médica”, diz.

A geriatra afirma também que não existe ainda “nenhuma medicação modificadora da doença ou que efetivamente cure a doença”, então não é necessário submeter todas as pessoas ao exame, porque, mesmo obtendo um resultado positivo, “nem sempre o marcador vai dizer que efetivamente você terá doença ao longo da vida”.

“A importância é que nós temos um exame hoje diferente, pouco invasivo, porque é só um exame de sangue e que futuramente teremos grandes possibilidades de usá-lo”, destaca Roberta.

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