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'Fato triste que pode servir de lição', diz museóloga na reabertura do Museu Nacional após incêndio

Após sete anos, palácio histórico reabre três salões e exibe baleia-cachalote e o meteorito Bendegó

Jornal da Record News|Do R7

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O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, reabre suas portas nesta quarta-feira (2), após o incêndio ocorrido em 2018, permitindo aos visitantes o acesso a três salões do histórico palácio. Uma das atrações da nova exposição temporária é um esqueleto de baleia-cachalote com mais de 15 metros de comprimento, exposto ao lado do icônico meteorito Bendegó, que resistiu à tragédia.

Em entrevista ao Jornal da Record News, Thaís Pinheiro, museóloga do Museu Nacional, afirma que o desastre que atingiu o patrimônio gerou comoção global e, por isso, a data de 2 de julho será um dia de "muita alegria". "Com essa exposição, o que a gente está querendo é justamente trazer o público para ver como tem sido o andamento desse trabalho nesses sete anos e, principalmente, mostrar um pouquinho do que ele vai poder reencontrar quando o museu for reaberto integralmente", acrescenta.

Thaís salienta que é impossível apagar o que aconteceu, mas que esta reabertura pode servir como um momento de "reflexão" sobre a importância da cultura e dos patrimônios para a história nacional. "É um fato muito triste que pode servir de lição para outras instituições culturais e científicas no Brasil. Justamente para evitar que tenham o mesmo destino, que acabe acontecendo a mesma coisa por conta de falta de investimento, falta de atenção."

Para quem quer visitar o Museu Nacional, a exposição temporária Entre Gigantes é gratuita, mas os ingressos precisam ser retirados online. Ela acontece de terça a domingo até 31 de agosto.

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