Tecnologia é aliada no combate a incêndios durante a seca no Mato Grosso do Sul
Produtores rurais podem monitorar previsões de queimadas remotamente
Record News Rural|Do R7
O Imasu (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) tem apostado em tecnologia para reforçar o combate aos incêndios florestais durante o período de seca. Por meio da plataforma digital Siriema, que concentra registros e declarações ambientais, produtores rurais podem monitorar remotamente os riscos de fogo nas propriedades.
Uma das principais estratégias de prevenção adotadas pelo instituto é o licenciamento de aceiros — faixas de terra com vegetação removida que funcionam como barreiras para conter o avanço das chamas. Em situações normais, o aceiro permitido é de até 10 metros no estado, e 30 metros na região do Pantanal. No entanto, devido ao decreto de emergência ambiental em vigor desde o início do ano, está autorizada, até setembro de 2025, a abertura de aceiros de até 50 metros sem a necessidade de licenciamento ambiental.
Além disso, o Imasu licencia as chamadas queimas prescritas, prática que consiste na eliminação controlada de vegetação seca para reduzir o material inflamável. Para obter autorização, o produtor deve apresentar um atestado de conformidade emitido pelo Corpo de Bombeiros e seguir rigorosamente as condições climáticas; ventos abaixo de 30 km/h, temperatura inferior a 30°C, menos de 30 dias sem chuva e umidade do ar acima de 30%.
O controle e a responsabilidade pelas queimadas cabem ao produtor rural nas propriedades privadas. Já nas áreas públicas, o Imasu, em parceria com o Corpo de Bombeiros, realiza ações de queima prescrita em unidades de conservação, com o objetivo de reduzir o acúmulo de vegetação seca e, assim, mitigar o risco de incêndios de grandes proporções.
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