Análise: é prejudicial para a Ucrânia bater de frente com Trump
Antigos aliados, os países têm se estranhado após o presidente americano isolar os ucranianos das discussões sobre o fim do conflito com a Rússia
Conexão Record News|Do R7
O clima de tensão entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky tem aumentado desde que americanos e russos sentaram-se para discutir o fim da guerra na Ucrânia sem os ucranianos. Nesta quarta-feira (19), em meio à escalada de ânimos, o presidente dos Estados Unidos chamou Zelensky de “ditador”, e sugeriu que ele seja rápido para acabar com a guerra, ou então, não terá mais um país.
A declaração veio após o questionamento da legitimidade de Zelensky, que segue no poder após o fim de seu mandato em razão da lei marcial em vigor no país. A resposta do ucraniano foi dizer que Trump vive em um “espaço de desinformação", ao que J.D. Vance, vice-presidente dos EUA, rebateu afirmando que criticar Trump em público pode ser vergonhoso e imprudente.
Sobre a escalada de hostilidades entre os antigos aliados, o analista internacional Vladimir Feijó, em entrevista ao Conexão Record News desta quinta feira (20), comenta a drástica mudança de posição da diplomacia americana, que agora isola os ucranianos, e os impactos desses estranhamentos para o lado mais fraco do conflito.
“A Ucrânia parece esquecer que boa parte da sua sobrevida dependia dos Estados Unidos. Ao que parece, Donald Trump fez um giro absoluto da diplomacia americana e passou a adotar os temas de argumentação da Rússia como sendo legítimos. [...] É compreensível essa visão de estranhamento, mas talvez seja um tanto quanto prejudicial à própria situação da Ucrânia bater de frente com Trump”, completa.
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