Análise: Europa vê guerra na Ucrânia como ameaça à segurança e reforça forças armadas
Alemanha aprovou plano histórico de investimento em defesa e infraestruturas; outros países também estão mudando orçamento militar
Conexão Record News|Do R7
Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (19), Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais, comenta que o aumento dos investimentos em defesa na Alemanha é histórico. Ele explica que, desde o final da Segunda Guerra Mundial, o país europeu possui limites de endividamento que impedem um orçamento militar mais elevado.
O professor alerta que a guerra na Ucrânia não se trata apenas de uma disputa territorial. A ameaça da Rússia de invadir outros países no continente, junto da desconfiança do apoio americano em defender os europeus, tem incentivado governos da região a reforçarem suas forças armadas. A França tem investido em seu potencial nuclear, países como a Polônia retornaram com o alistamento obrigatório e o Reino Unido ampliou em até 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto) os recursos destinados ao setor.
Parlamentares alemães aprovaram, nesta terça-feira (18), um plano histórico de investimento que vai permitir aumentar o gasto em defesa e infraestruturas para modernizar o país europeu. A medida teve apoio de 513 deputados e 207 abstenções, e prevê um aumento de 1 trilhão de euros (aproximadamente R$ 6,2 trilhões, no câmbio atual) na próxima década. Agora, o projeto precisa da ratificação da câmara que representa as regiões do país, prevista para esta sexta-feira (21).
Para entrar em vigor, a medida exige mudanças nas rígidas normas de endividamento propostas pela constituição alemã, que impõe um controle severo sobre orçamentário público. O documento também estabelecerá um fundo de 500 bilhões de euros (aproximadamente R$ 3 trilhões) durante 12 anos para modernizar as infraestruturas, tomar medidas contra a mudança climática e reativar a economia do país.
Últimas

TSE proíbe utilização de tecnologias capazes de registrar votos e violar sigilo
Óculos com câmera não podem ser usados nas cabines de votação

Estônia acusa Rússia de ser responsável por ataque
Alvo foi empresa fornecedora de veículos terrestres não tripulados para a Ucrânia

Coreia do Norte critica acordo entre EUA e Coreia do Sul
Segundo Pyongyang, aprovação para construção aumenta a instabilidade regional

China e EUA concordaram com redução recíproca de tarifas
Decisão abrange cerca de US$ 60 bilhões de produtos, incluindo grãos e eletrodomésticos

Kremlin diz que Kiev deve pagar por ataques contra Rússia
Presidente afirmou que todas as propostas para resolver conflito continuam em aberto

Rússia diz que negociações sobre controle de armas já deveriam ter sido retomadas
Segundo Kremlin, divergências com os EUA sobre conflito na Ucrânia têm impedido conversas

Coreia do Sul convoca embaixador ucraniano para explicações
Zelensky revelou transferência de soldados norte-coreanos para Seul e negou confidencialidade

Justiça Eleitoral faz alterações de endereços de seções
Eleitores podem consultar mudanças no e-Título, TSE ou TRE local

Representante saudita se reúne com Secretário de Estado dos EUA
Governo de Riade solicitou ajuda militar norte-americana contra rebeldes houthis, apoiados pelo Irã

Bill Gates afirma que IA pode causar um bilhão de mortes
Bilionário fundador da Microsoft defende regulamentação da tecnologia

China e EUA entram em acordo para redução de tarifas
São 60 bilhões de dólares em mercadorias importadas um do outro

Eleições brasileiras: parlamentares americanos estão preocupados com possível interferência de Trump
Em carta enviada ao Secretário de Estado, Democratas pedem o reconhecimento de resultado

Aumento acelerado do nível dos mares põe ONU em alerta
Organização aprovou resolução para medidas mais combativas que contenham o ritmo da elevação

Governo cria medidas para barrar fraudes em publicidades nas redes
Exigências são válidas para plataformas com mais de um milhão de usuários

Líder iraniano diz que Houthis não recebem orientações de Teerã
Presidente afirmou que rebeldes iemenitas são responsáveis pelas próprias ações



