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Análise: projeto de mobilidade verde do governo deveria ser estendido para todo tipo de transporte

Decreto assinado pelo presidente Lula estabelece parâmetros técnicos e ambientais que fabricantes e importadores devem seguir na indústria automotiva

Conexão Record News|Do R7

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que regulamenta o programa Mobilidade Verde e Inovação. O documento estabelece parâmetros técnicos e ambientais de eficiência energética, reciclabilidade e segurança que fabricantes e importadores de veículos devem seguir para comercialização no Brasil a partir do próximo mês. O texto incentiva a adesão a programas de rotulagem veicular para informar o consumidor, de forma transparente, sobre o desempenho ambiental e energético dos modelos disponíveis no mercado. 


 Segundo Marcus Quintella, diretor da FGV (Fundação Getulio Vargas) Transportes, é sempre bem-vinda uma legislação que incentive a inovação nacional, principalmente na indústria automobilística. Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (19), o especialista pontua que, apesar de ser uma boa ideia, é importante acompanhar a implementação do projeto. Por utilizar de incentivos públicos, ele diz que é preciso entender de onde virão esses custos. “O que nós sempre questionamos é a clareza e justificativa para esses investimentos”, completa. 

Quintella vê com bons olhos a ferramenta de rotulação veicular, pois o consumidor anda mais antenado e deseja entender se está poluindo mais ou menos e a destinação de peças usadas, como baterias de carros elétricos. “Serão diferenciais daquele que mais levar ao consumidor informações corretas e que sejam inteligíveis”, diz. 

No entanto, apesar do avanço, ele alerta que é importante que a medida seja expandida para outros tipos de transportes, como ferroviário, naval e aviário. “Precisa ser estendido para toda a estrutura de transporte do país, para que nossa competitividade no mercado interno e externo seja grande e todos os benefícios ambientais, sociais sejam plenos para a sociedade brasileira”, finaliza o especialista.

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