Análise: socorro a produtores afetados por tarifaço é necessário, mas contas públicas preocupam
BNDES anunciou a abertura do programa Brasil Soberano, com a destinação de R$ 40 bilhões a setores impactados
Conexão Record News|Do R7
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou, nesta quinta-feira (18), a abertura do programa Brasil Soberano, que destina R$ 40 bilhões em linhas de crédito para empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos. A medida é para dar suporte financeiro e garantir a manutenção de empregos nas indústrias prejudicadas.
Os recursos vêm do FGE (Fundo Garantidor à Exportação), e do próprio BNDES. A medida abrange negócios de todos os portes e produtos, oferecendo apoio para gastos operacionais e para a adaptação da produção, fortalecendo a economia nacional contra as medidas tarifárias.
Para Mauro Rochlin, economista e coordenador acadêmico da FGV (Fundação Geutilio Vargas), é necessário auxiliar os produtores brasileiros, mas, ao mesmo tempo, é necessário pensar nos impactos a longo prazo, com planos de pagamento dos empresários e organização para evitar danos às contas públicas.
“Então esse é um problema que a gente não pode deixar de encarar, não só a questão da sobrevivência das empresas, mas do impacto dessa ajuda em termos das contas públicas”, afirma o economista em entrevista ao Conexão Record News desta quinta.
Outro ponto de destaque levantando por Rochlin é que os setores de industrializados específicos podem ser mais afetados, pois funcionam por encomendas, baseadas nas necessidades dos EUA. Além da especifidade desses produtos, ele pontua que essa área gera um grande valor agregado, com um impacto importante no mercado de trabalho, necessitando de uma atenção do governo e do BNDES.
Além dos incentivos, o especialista lembra da importância da abertura de outros mercados para os produtos brasileiros apesar de desafios internacionais. No entanto, ele enfatiza a necessidade da diversificação de parceiros e acende o alerta para o risco de uma dependência de apenas um mercado, como pode acontecer com o da China.
“A China vai passar a ter uma participação relativa maior nas nossas exportações. Essa é uma questão que não está se dando a devida atenção ainda, mas a concentração das nossas vendas em um só comprador também é um fator preocupante”, finaliza.
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