Análise: terroristas do Hamas sofrem pressão de clã de beduínos para aceitarem o cessar-fogo
Benjamin Netanyahu viaja aos Estados Unidos para conversar com Donald Trump enquanto negociações sobre Gaza são retomadas
Conexão Record News|Do R7
Israel e o grupo terrorista Hamas retomaram as negociações indiretas para um cessar-fogo na faixa de Gaza nesta segunda-feira (7). Uma primeira conversa mediada por Catar e Egito foi realizada no domingo (6) e foi descrita como positiva por uma autoridade israelense. Do outro lado, representantes do grupo terrorista disseram que as conversas terminaram sem conclusões.
A ajuda humanitária na faixa de Gaza foi uma das questões discutidas, mas não foram dados mais detalhes. O encerramento do conflito é a principal discordância dos lados; enquanto o Hamas exige o fim da guerra em troca da libertação total dos reféns, Israel defende recuperar os sequestrados e desmantelar o grupo terrorista.
Enquanto as negociações ocorrem, o primeiro-ministro israelense viajou para se encontrar com Donald Trump nesta segunda (7). Netanyahu acredita que as discussões com o americano podem auxiliar nas negociações. Um integrante do gabinete de segurança do líder israelense afirmou que o encontro pode ir além de Gaza e incluir a possibilidade de normalizar os laços com o Líbano, Síria e Arábia Saudita.
“A pressão norte-americana está muito grande em cima de Israel, mas tem também elementos internos atuando em cima do Hamas”, explica Ricardo Cabral, professor-doutor em relações internacionais, geopolítica e conflitos internacionais, em conversa com o Conexão Record News desta segunda-feira (7).
Segundo o professor, o grupo terrorista não sofre pressão apenas dos mediadores do acordo, mas também do clã de beduínos Tarabin, sendo um dos maiores grupos de beduínos da região, e que se manifestaram a favor do acordo de paz e do desarmamentos do Hamas e de outros grupos. Cabral explica que esse e outros clãs têm conversas com Israel para assumirem o controle de regiões em Gaza e na Cisjordânia após o fim da guerra, excluindo autoridades palestinas e os grupos terroristas.
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