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Bolsonaro discursa após ser condenado réu pelo STF por tentativa de golpe; veja vídeo

Ex-presidente disse que não estava no Brasil nos atos de 8 de janeiro de 2023 e afirmou que respeita a Constituição

Conexão Record News|Do R7

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O ex-presidente Jair Bolsonaro discursou, nesta quarta-feira (26), após a 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) torná-lo réu por tentativa de golpe de Estado, por unanimidade. “Hoje, resolvi não ir (ao julgamento) porque eu sabia o que ia acontecer, parece que tem algo pessoal contra mim, e a acusação é muito grave e infundada”, disse.

Bolsonaro se defendeu das acusações, afirmou que respeita as leis e a Constituição, citou as eleições de 2022, o bloqueio das rodovias por caminhoneiros após o resultado do pleito presidencial, sobre o qual ele afirmou que “não tinha intenção de parar o Brasil”, e a invasão à Praça dos Três Poderes.

“Golpe tem povo, mas também tem tropa, tem armas e tem liderança. Dois anos de investigação e ainda não descobriram quem porventura seria esse líder. O senhor Alexandre de Moraes falou que 500 pessoas foram interrogadas sobre os atos de 8 de janeiro. [...] Ninguém sabia que estava indo para o golpe, 500 pessoas e ninguém cita o meu nome”, afirmou o ex-presidente.

Bolsonaro também alegou que não poderia estar envolvido com os ataques, já que estava nos Estados Unidos. “Uma das acusações sobre mim é de destruição de patrimônio. Só se for por telepatia. Fizeram busca e apreensão na minha casa e não acharam nada”, disse.

Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin votaram, na manhã desta quarta-feira (26), a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) e decidiram tornar Jair Bolsonaro e mais sete civis e militares réus por tentativa de golpe.

Julgamento de Bolsonaro e aliados no STF

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) iniciou, nesta quarta-feira (26), o segundo dia do julgamento da denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras sete pessoas por suposta tentativa de golpe de Estado. A análise avalia apenas o mérito da denúncia, com o objetivo de verificar se há indícios suficientes para a ação penal seguir adiante.

Na terça-feira (25), o primeiro dia de julgamento foi marcado pela leitura do relatório do relator, o ministro Alexandre de Moraes, a sustentação oral do Procurador-Geral, Paulo Gonet, e as sustentações orais das defesas dos acusados. Agora, Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin apresentarão seus votos para decidir se os envolvidos se tornarão réus.

Caso a denúncia seja aceita, o Supremo dará início à fase de instrução processual, em que o próprio STF conduzirá as investigações. Desta forma, a instância superior do Poder Judiciário deve ouvir testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa, e as partes podem pedir a produção de novas provas e perícia de documentos.

O Supremo também deve pedir a manifestação da PGR e, caso a denúncia seja acatada, o processo será levado a julgamento, que pode acontecer ainda no segundo semestre deste ano. Em uma eventual condenação, a pena máxima será de 43 anos de prisão para cada um dos acusados. Se a denúncia for rejeitada, o caso será arquivado.

O grupo julgado é considerado o núcleo central da trama golpista com a liderança de Bolsonaro e inclui o general Walter Braga Netto, ex-ministro e vice na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022; o tenente-coronel Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens da presidência; o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal; Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; e o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa.

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