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'É uma queda significativa', diz professor sobre redução da estimativa da inflação

Recuo foi de 5,44% para 5,25% na previsão; segundo analista, efeito da alta da Selic ainda vai aparecer nos próximos meses

Conexão Record News|Do R7

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Economistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para este ano. Apesar do recuo de 5,44% para 5,25%, o valor continua acima do teto da meta, que é de 4,5%. A pesquisa foi realizada com mais de cem instituições financeiras na última semana e os números constam no relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (16), pelo Banco Central


A queda na expectativa é vista com otimismo, como explica o economista Ricardo Buso em entrevista ao Conexão Record News. Para ele, a queda é um sinal de que alguma coisa começa a surtir efeito, com uma queda significativa que vem ocorrendo desde março. Outro fator que o economista listou como positivo foi a desaceleração no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) no mês de maio, o que surpreendeu o mercado. 

Com a mudança nas previsões da inflação, pode surgir a dúvida se o aumento na taxa básica de juros, a Selic, tenha influência nesse fator. Segundo o especialista, o impacto da Selic só deve aparecer a longo prazo. “O remédio está ali e logo começa a fazer efeito, resta saber quando exatamente”, afirma. 

Porém, Buso explica que o relatório Focus foi medido na última sexta-feira (13), antes da tensão no Oriente Médio, o que pode mudar o cenário na economia brasileira pelo preço do barril de petróleo no âmbito mundial. Apesar de todas a incertezas, o economista acredita que o cenário brasileiro pode ficar mais claro com a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que ocorre nesta quarta-feira (18). “É ver o comunicado de como o Banco Central está lendo isso aí, como ele acha que isso vai impactar na inflação, esse vai ser o grande termômetro”, finaliza.

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