Entenda como decisões da superquarta podem trazer investidores ao Brasil
Bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos definem o patamar das taxas de juros nos dois países
Conexão Record News|Do R7
A bolsa de valores bateu recorde pelo segundo dia seguido nesta terça-feira (16), além do dólar que fechou em queda, abaixo dos R$ 5,30 — menor valor desde o dia 6 de junho de 2024. Ainda nesta quarta-feira (17), a moeda norte-americana abriu no mesmo patamar em meio à percepção de juros mais baixos nos Estados Unidos e em patamares elevados no Brasil, reforçando a atratividade do mercado brasileiro.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta, o economista Ricardo Buso analisa os movimentos do mercado na conhecida superquarta, quando os Bancos Centrais americano e brasileiro divulgam o valor da taxa de juros dos países. Ele explica que a valorização do real e o crescimento da bolsa são naturais pela previsão que os negociadores fazem antes dos resultados, acontecendo apenas um reajuste necessário quando as decisões são divulgadas.
Com a expectativa de redução nas taxas americanas pela situação do mercado de trabalho em alerta e da manutenção da Selic no Brasil, o economista aposta em uma melhoria do cenário para investimentos na economia brasileira. “Então fica vantajoso para quem investia nos Estados Unidos vir para o mundo emergente, entre eles no Brasil, chega muito dólar, esse movimento que está antecipado, e começa a cair a cotação, fortalece o real, derruba o dólar no mundo”.
Buso ainda lembra que a conexão entre países em comércios e economia faz com que as decisões causem tanta volatilidade nos mercados do mundo todo: “Isso num cenário que já não é simples, com tarifaço, com restrição de imigrantes no trabalho nos Estados Unidos, tudo isso deixa bastante animada a quarta-feira”, finaliza.
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