Israel afirma que vai reduzir tropas no Líbano se governo do país desarmar o Hezbollah
Possível retirada de Israel de territórios libaneses é discutida por pesquisador e analista internacional; entenda
Conexão Record News|Do R7
Israel anunciou nesta segunda-feira (25) que irá reduzir a presença militar no sul do Líbano se as forças armadas libanesas cumprirem com os termos e tomarem as medidas necessárias para desarmar o grupo terrorista Hezbollah.
A declaração feita pelo gabinete do primeiro-ministro aconteceu um dia após o encontro diplomático entre Benjamin Netanyahu e o enviado do governo norte-americano, Tom Barrack.
Em entrevista para Conexão Record News,
o pesquisador Lier Ferreira explicou que a expectativa para ele e outros especialistas internacionais é de que Israel, na verdade, não abandone o território do Líbano: “Não acredito que Israel abandone as posições que já ocupa, já há muitos anos no sul do Líbano. Na verdade, há uma expectativa de vários analistas internacionais de que Israel, na verdade, gostaria de tomar para si esses territórios”, afirma.
O pesquisador ainda ressaltou que o governo israelense entende que o Líbano não tem a força militar necessária para efetuar o desarmamento dos radicais e, com isso, Israel se mantém no território com discurso de conflitos entre o grupo terrorista e seu governo.
“Ele mantém essa zona de conforto; ‘olha, eu não saio daqui porque vocês não desarmam o Hezbollah, e como o Hezbollah mantém a sua capacidade de ataque sobre o território israelense, temos que manter essa posição para que nós possamos nos proteger contra eventuais ataques’. Então, é uma situação de autoalimentação, de retroalimentação constante, que infelizmente só deverá agravar a situação no Oriente Médio”, explicou.
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