Mauro Vieira defende Brics e afirma que bloco ‘é portador de soluções para um mundo em desordem'
Ministro discursou durante o encerramento da 17ª cúpula do bloco econômico que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro
Conexão Record News|Do R7
Durante o encerramento da 17ª cúpula dos Brics nesta segunda-feira (7), no Rio de Janeiro, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reforçou os termos defendidos na declaração apresentada pelo bloco, como a reforma na governança global, o fortalecimento do multilateralismo, a regulamentação da inteligência artificial, além do reforço no cuidado do meio ambiente e da saúde: “Foi adotada uma declaração de líderes forte e que cristaliza nosso entendimento comum sobre a reforma da governança global como um dos mais urgentes desafios na luta contra o unilateralismo”.
“Em poucos momentos da história foi tão urgente reunir nossos líderes para defender a paz e a cooperação internacional. O sul global já não é a periferia. Estamos na linha de frente da defesa do multilateralismo e da governança global que permita promover a paz, combater a pobreza e enfrentar a mudança do clima”, completou o ministro.
Durante outro momento, Vieira citou a atuação da China e da Rússia, membros do bloco econômico e também partes permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), na defesa do maior protagonismo do Brasil e da Índia no órgão — debate que já vinha ocorrendo nas cúpulas anteriores. Ele também mencionou a necessidade de uma solução definitiva para situação palestina, além de condenar os ataques sofridos no Irã devido aos possíveis riscos nucleares.
Apesar de críticas dos Estados Unidos, inclusive com mensagem postada pelo presidente Donald Trump com ameaças de taxações, o chanceler voltou a defender o diálogo sobre o uso de moedas locais no comércio e investimentos na conexão dos sistemas de pagamento dos países do bloco. O ministro também criticou “a imposição de tarifas unilaterais e medidas discriminatórias sob pretexto de preocupações ambientais”.
Outro ponto ainda reforçado pelo ministro é o combate a doenças consideradas socialmente determinadas, como a tuberculose, a hanseníase, a malária e a dengue, que possuem raízes mais profundas, como a pobreza e a exclusão social. Vieira também defendeu a restauração de terras degradadas, com o investimento na produção de alimentos, de biocombustíveis e restauração da mata nativa, em alusão também à COP30 sediada pelo Brasil em novembro deste ano.
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