‘Não é de hoje que a gente sabe da atuação do Hezbollah no Brasil’, diz professor
Governo dos EUA anunciou recompensa de até US$ 10 milhões a quem fornecer dados que permitam desarticular canais de financiamento do grupo libanês
Conexão Record News|Do R7
A busca por movimentações dos terroristas do Hezbollah na América Latina pelos Estados Unidos não indica uma escalada na região, segundo o analista internacional Vitelio Brustolin. O pesquisador explica que a iniciativa americana de propor uma recompensa em dinheiro para quem tiver informações sobre as ações do grupo rebelde na região faz parte de um programa que existe desde 1984. "É apenas uma recompensa, e isso é muito comum”, pondera.
Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (20), Brustolin afirma que a presença do grupo por aqui já é conhecida. “Não é de hoje que a gente sabe da atuação do Hezbollah no Brasil, já teve atos impedidos pela Polícia Federal”, afirma. A recompensa oferecida pelo governo norte-americano chega a US$ 10 milhões e tem como foco de atenção a região da tríplice fronteira, entre Brasil, Argentina e Paraguai.
O pesquisador comenta que a ação do governo americano ocorre em um momento sensível da relação entre os dois países, com Washington tentando classificar facções criminosas do Brasil como organizações terroristas. A medida foi rejeitada por Brasília, que alegou ser incompatível com leis internacionais sobre o tema.
Apesar do cenário, Brustolin avalia que uma operação conjunta entre os Estados Unidos e o governo brasileiro é possível. “Pode até haver alguma operação do governo dos Estados Unidos, talvez envolva outros, inclusive o brasileiro, ou talvez a Polícia Federal, porque ela faz parte da Interpol”, analisa.
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