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'Ninguém ganha', afirma economista sobre sétima alta seguida dos juros

Copom elevou, nesta quarta (18), a taxa Selic para 15% ao ano alegando riscos altos à inflação

Conexão Record News|Do R7

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O Copom (Comitê de Política Monetária) divulgou, nesta quarta-feira (18), que subiu a taxa básica de juros, a Selic, para 15% ao ano — o maior patamar em quase 20 anos. A equipe do Banco Central elevou a Selic pela sétima vez consecutiva e, segundo o comunicado, os riscos para a inflação seguem elevados, por isso o momento exige uma política monetária com juros altos por período prolongado. 


No entanto, a medida foi criticada por setores da economia. Em nota, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) diz que a alta dos juros é injustificável e vai agravar a competitividade do setor. 

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (19), o economista Igor Lucena pontua que um cenário de altas de taxa de juros não é interessante para ninguém, mas que se faz necessário pelo crescimento nos custos brasileiros, devido aos gastos dos governos de todas as esferas e das empresas estatais — causando um risco fiscal de que a dívida do país cresça e sendo necessária uma atitude para segurar o aumento descontrolado da inflação. 

Por consequência dessa elevação na Selic, Lucena analisa haver um efeito cascata, com uma demanda menor dos créditos dos bancos, além do risco de mais inadimplências. Além disso, o economista lista que, como outra consequência, há uma diminuição nos financiamentos de veículos, imóveis e que os investimentos que empresas tomam ficam mais caros. A soma de todos esses fatores gera uma demanda menor, menos produção, menos emprego e uma desaceleração na economia. “Historicamente ninguém ganha dentro da economia real quando a taxa de juros está tão alta”, completa. 

Em vias de solucionar as altas na Selic, o especialista ressalta a importância da prudência fiscal e a eficiência da máquina pública, ao invés de aumento de impostos e mais gastos. “Essa maneira de administração de gastos e mais gastos só mostra dois resultados: mais inflação e força o Banco Central a aumentar a taxa de juros”, finaliza Lucena.

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