População americana e oposição podem ser fundamentais para suspensão do tarifaço; entenda
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que país não vai deixar a mesa de negociação com Washington
Conexão Record News|Do R7
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta segunda-feira (21), que o governo brasileiro não vai deixar a mesa de negociação com os Estados Unidos sobre o tarifaço de Donald Trump. Haddad disse que o Brasil não pretende retaliar empresas e cidadãos norte-americanos por conta da sobretaxa de 50% imposta ao nosso país a partir de 1º de agosto. No entanto, o ministro admitiu que o governo ainda pode acionar a Lei de Reciprocidade.
Em entrevista ao Conexão Record News, Carla Beni, economista e professora da FGV (Fundação Getulio Vargas), analisa que a posição das negociações se encontra em uma situação complicada, uma vez que o Brasil possui um déficit comercial com os Estados Unidos. Além da balança negativa para o lado brasileiro, a professora ressalta que mais de 48% das exportações americanas entram no Brasil sem tarifas ou alíquotas de no máximo de 2%, rebatendo os apontamentos feitos na carta enviada por Trump.
Caso não ocorra um acordo e as tarifas sejam aplicadas, a economista acredita que o Brasil não deva enfrentar um processo de recessão, ou uma queda brusca no PIB (Produto Interno Bruto). No entanto, ela chama a atenção para os exportadores locais: “A vida dele está resolvida com aquele contrato, com aquela mercadoria”.
Outra frente que pode auxiliar em uma negociação das tarifas ou a suspensão, é a pressão interna americana. Segundo a professora, os americanos podem sentir o peso das tarifas no segundo semestre e pressionar o governo. A mobilização não teria ocorrido anteriormente pelos recuos de Trump em alguns anúncios, além da compra antecipada de produtos por comerciantes do país.
“O que a gente espera é uma união entre os empresários americanos, que são os importadores, a população mais o partido de oposição. Se não tiverem essa união, para realmente rever o que vai ser feito, o problema continua”, completa. Outra esperança de Carla seria um adiamento das tarifas por conta da investigação aberta contra práticas comerciais brasileiras, que poderia levar até um ano para ser concluída.
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