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Ruy Ferraz sofreu tentativa de assassinato em 2011 por membro de alto escalão do PCC, diz Derrite

Segundo secretário de Segurança, suspeitos confessaram que tinham intenção de executar o então delegado titular

Hora News|Do R7

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O ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, executado na última segunda-feira (15) no litoral paulista, já havia sofrido uma tentativa de assassinato pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) em 2011, segundo Guilherme Derrite, secretário de Segurança Pública de São Paulo.

Durante entrevista coletiva que detalhou a investigação do caso, realizada nesta quinta-feira (18), Derrite lembrou que comandava o pelotão Vespertina, quando recebeu uma denúncia anônima da intenção da organização criminosa em atacar um policial civil. As autoridades realizaram a abordagem de dois criminosos armados nas proximidades do 69º Distrito Policial.

“Eles confessaram que estavam ali para realmente executar o então delegado titular, doutor Ruy Ferraz Fontes. Confessaram também que tinham outras armas em poder deles. Nós fomos até Parada de Taipas [zona noroeste de São Paulo], apreendemos um fuzil 556 com três carregadores e mais um indivíduo que ele disse que teria uma arma dele, que chegou no local com essa arma, pistola 40, também foi preso”, disse.

Entre os detidos estava Francisco Aurílio, conhecido como XT no grupo criminoso, que integra o chamado Grupo dos 14 do PCC e é considerado de alta periculosidade. “Mesmo ele estando ali para cometer um atentado contra um delegado de polícia, foi preso em flagrante com um fuzil, duas pistolas, pouco tempo depois ele foi posto em liberdade”, lamentou.

Derrite criticou novamente a fragilidade da legislação ao comentar que XT voltou a ser preso em 2020 após participar de um violento atentado em Criciúma, Santa Catarina, que feriu gravemente o soldado Esmeraldino da Polícia Militar local.

Morte de Ruy Ferraz

O delegado aposentado Ruy Ferraz Fontes foi baleado em uma emboscada na última segunda-feira (15), enquanto saía da sede da Prefeitura de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Conhecido por sua atuação contra o PCC (Primeiro Comando da Capital), ele chefiou a Polícia Civil paulista entre 2019 e 2022, após ser nomeado delegado-geral no então governo João Doria (à época no PSDB).

Uma das principais linhas de investigação da polícia é que a ação tenha sido executada pela Sintonia Restrita, grupo de pistoleiros do PCC responsável, no passado, por planos para sequestrar o ex-juiz Sérgio Moro, entre outras autoridades.

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