O plano era zerar IOF até 2028, mas governo interrompe redução e eleva imposto; veja análise
A diminuição da alíquota buscava cumprir meta definida pela OCDE
Jornal da Record News|Do R7
O recente anúncio do governo sobre a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) terá impacto direto no bolso
de quem usa cartão de crédito para compras internacionais e de quem pretende viajar ao exterior. A avaliação é do professor de Economia do Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), Gilberto Braga.
Segundo o especialista, o IOF é um imposto regulatório que incide sobre movimentações financeiras, com função tanto arrecadatória quanto de controle da circulação de recursos.
Braga explica que o Brasil tinha um compromisso de reduzir gradualmente o IOF até zerá-lo em 2028, conforme metas definidas pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). No entanto, diante da necessidade de reforçar a arrecadação, o governo interrompeu esse processo e ampliou a base de cobrança.
Com as mudanças, o imposto sobre transações internacionais, como compras com cartão de crédito e operações de câmbio, foi fixado em 3,5%. Antes, a alíquota era de 3,38%, com previsão de extinção progressiva até 2028.
As empresas também sentirão os efeitos. A alíquota do IOF para operações de crédito passou de 1,88% para 3,95%. De acordo com Braga, o aumento pode gerar um efeito cascata: “O aumento de custo pode ser repassado para o preço final dos produtos e, portanto, chegar à ponta final, que é o consumidor”, alerta.
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