Entenda a questão dos drusos na Síria e o envolvimento de Israel no conflito
Tel Aviv, que possui ressalvas ao novo governo sírio, defende a criação de uma área autônoma para a minoria
Conexão Record News|Do R7
O presidente sírio, Abu Mohammed al-Jolani, acusou combatentes drusos de violar o acordo de cessar-fogo estabelecido na região de Sweida. Segundo o comunicado, os combatentes se envolveram em atos de violência contra civis, incluindo crimes que ameaçam diretamente a paz. O grupo de minoria árabe apoiado por Israel defende a criação de uma região autônoma na Síria.
Com os ataques recentes, autoridades israelenses informaram que o governo sírio concordou em permitir o acesso limitado das forças do país na área de Sweida pelos próximos dias. De acordo com Tel Aviv, a decisão foi tomada devido à instabilidade atual na região. Apesar da decisão, o porta-voz do Ministério do Interior da Síria disse que as forças do governo não estavam se preparando para se deslocar novamente para a região.
Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (18), Ricardo Cabral, analista de relações internacionais, geopolítica e conflitos internacionais, avalia como muito complicada a situação entre os dois lados do conflito, devido aos massacres ocorridos ao longo dos anos entre beduínos e drusos. Outro ponto é o não consenso entre a vontade do governo do país, que defende um Estado único, sem regiões autônomas, enquanto Israel propõe a criação de uma região para seus apoiadores drusos.
Cabral lembra que Israel possui uma postura mais firme de resposta e que tem suas ressalvas sobre o novo governo da Síria: “Israel está muito dividido com relação ao governo Jolani, porque teoricamente Jolani é terrorista para Israel e ele deve ser eliminado, daí o ataque que foi feito ao palácio presidencial. E o Mossad disse que ele deveria tomar cuidado nas orações de hoje [sexta-feira, 18]”, conclui.
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