Entenda por que ainda é difícil prever terremotos, apesar do avanço tecnológico
Tremor ocorrido nesta terça-feira (29) provoca alerta em vários países banhados pelo Pacífico
Conexão Record News|Do R7
Em entrevista ao Conexão Record News nesta quarta-feira (30), o sismólogo José Alexandre Nogueira, do Centro de Sismologia da USP (Universidade de São Paulo), explicou que prever um terremoto é de grande interesse público e para pesquisadores, mas é "extremamente difícil".
"Nosso planeta tem 4,5 bilhões de anos, e quando tentamos prever terremotos, estamos falando de uma escala de centenas de anos. Muitas vezes, esses eventos não têm uma relação clara com a expectativa de vida humana", afirmou Alexandre.
O especialista também comentou sobre o terremoto ocorrido na noite desta terça-feira (29) na Rússia, que gerou alertas de tsunamis em vários países banhados pelo Pacífico. "A causa desse terremoto é o encontro de duas placas tectônicas: a placa sul, do Pacífico, e a placa norte, da América do Norte. Quando essas placas se encontram, formam uma zona sísmica extremamente ativa", explicou.
Alexandre ainda destacou que, apesar de muitos relacionarem fenômenos naturais como terremotos e tsunamis ao aquecimento global, não há evidências, até o momento, que conectem as mudanças climáticas ao aumento da frequência desses eventos sísmicos.
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