‘Fruto de 40 anos de trabalho’, afirma professor sobre sinais de recuperação na camada de ozônio
Espessura da barreira, responsável por proteger a Terra da radiação ultravioleta, ficou 14% maior
Conexão Record News|Do R7
O relatório da WMO (Organização Meteorológica Mundial, no português), divulgado nesta terça-feira (16), mostrou que a camada de ozônio apresentou sinais importantes de recuperação em 2024, registrando a menor média em relação às últimas décadas.
Responsável por proteger a Terra da radiação ultravioleta, a espessura da barreira ficou 14% maior. O estudo é realizado anualmente para marcar o Dia Internacional da Preservação da Camada de Ozônio.
Em entrevista ao Conexão Record News, Marcos Teixeira, professor do departamento de engenharia agrícola e ambiental da UFF (Universidade Federal Fluminense), celebra o feito e relembra que o resultado positivo foi conquistado graças ao trabalho iniciado 40 anos atrás viabilizado pelo protocolo de Montreal.
Teixeira explica que ações do tipo levam tempo, mas são essenciais de serem discutidas e reafirmadas: “Todos os nossos problemas do ponto de vista de humanidade, eles têm que ser falados, eles têm que ser discutidos, e as pessoas têm que poder sentir que estão fazendo uma contribuição, trazendo a sua posição e as suas alternativas, porque senão nunca vai surgir uma alternativa”.
Em relação à COP30, marcada para novembro em Belém, no Pará, o professor aposta no diálogo para conscientização e valorização dos serviços ambientais. Ele dá destaque às ações de controle da emissão dos gases de efeito estufa, com a proteção de florestas e oceanos, auxiliando na regulação da temperatura do planeta. Tais atitudes, segundo ele, necessitam de investimentos, mas são primordiais para a sobrevivência humana.
“O reconhecimento e a valorização do serviço ambiental dentro da COP, no momento, é um dos aspectos que tem que ser bem valorizado. Quem limpa a casa também tem que ser valorizado em relação à sua manutenção”, finaliza.
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