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'País estimula muito o rentismo e pouco o empreendedorismo', diz economista sobre Selic nas alturas

Prévia do PIB teve retração pelo terceiro mês seguido; com desaceleração da economia, inflação pode fechar o ano perto da meta

Conexão Record News|Do R7

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A prévia do PIB (Produto Interno Bruto) divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira (15) teve retração de 0,5% em julho em comparação com o mês anterior — o terceiro mês seguido de queda. Os setores que contribuíram para essa redução foram os de agropecuária, indústria e serviços.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. A última alta mensal do índice foi em abril, com 0,4% de aumento. Tanto governo como o mercado financeiro esperam uma desaceleração da economia neste ano por conta dos juros altos para conter a inflação, com previsão de aumento do PIB de 2,16% em 2025, segundo analistas.

Carla Beni, economista e professora da FGV (Fundação Getulio Vargas), explica que a projeção divulgada era esperada devido às altas taxas de juros do país, encarecendo empréstimos e freando a atividade econômica — o que tem aumentado também a inadimplência entre a população e empresários. 


Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda, a professora também acredita que, com a queda anunciada, também deverá haver uma redução nos indicadores de previsão da inflação para algo mais próximo do teto da meta de 4,5% ao ano.

Com a dúvida de quando o BC irá realizar cortes, Carla pontua que a Selic alta pode ser um bom caminho para investimento: “Eu sempre brinco com os meus alunos que eu falo que a operação mais segura para você colocar o seu dinheiro é colocar no Tesouro Selic. Se o Tesouro Selic, que não tem risco nenhum, te paga 15% ao ano, literalmente para você não fazer nada. Então é um país que estimula muito o rentismo e muito pouco o empreendedorismo”.

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