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Assista ao voto de Cármen Lúcia para condenar Jair Bolsonaro; STF forma maioria

Primeira Turma já conta com três votos pela condenação do ex-presidente por organização criminosa, tentativa de golpe e outros três crimes

Hora News|Do R7

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Quarta ministra da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) a votar no julgamento, em sessão nesta quinta-feira (11), a ministra Cármen Lúcia votou pela condenação de Jair Bolsonaro e dos outros sete réus. Dessa forma, a Corte formou maioria para a condenação do ex-presidente e seus aliados por todos os crimes da trama golpista: organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

"Meu voto, ao tratar da organização criminosa, conclui exatamente por sua comprovação neste caso, conforme o procurador-geral da República denunciou, comprovou e, em suas alegações finais, reafirmou", disse a ministra, que em seguida tratou das acusações de tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado democrático de Direito:

"As imagens [reapresentadas pelo relator Alexandre de Moraes] deixam estampado, escancarado que, quando se chamam os kids pretos, quando se chamam caminhoneiros para virem apresentar essa equação, e aliás na operação Punhal Verde Amarelo também, tudo isso junto é de enorme violência".

Sobre a argumentação das defesas de que o golpe não foi consumado, apenas planejado, ela disse: "Óbvio que é tentado, porque se fosse exaurido, não seríamos nós que estaríamos aqui a julgar. Nós teriamos então, nesta circustância, aquele que dá golpe de Estado e que consegue chegar ao poder, é heroi, não é golpista, e é exatamente essa circustância de dizer que é um crime de empreendimento", concluiu. Ela ainda citou o autor Maquiavel: "Chegar no poder é fácil, se manter nele que é dificil".

Assista ao voto da ministra e sua argumentação no vídeo.

Julgamento da trama golpista

Na tarde desta quinta-feira (11), a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) entrou no quinto dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete aliados pela suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Além do ex-presidente, respondem pelos ataques à democracia o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid; o deputado federal e ex-diretor-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier; o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres; o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; o ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno; e o general Walter Braga Netto.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) imputou cinco crimes aos reús, sendo elas: organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência ou grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

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