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Interação entre Dino e Moraes chama a atenção: 'Características suas, ao contrário do que dizem'

Momento curioso antecedeu voto de Flávio Dino pela condenação de Jair Bolsonaro, acompanhando o voto do relator, Alexandre de Moraes

Hora News|Do R7

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Durante sua argumentação para o voto no julgamento de Jair Bolsonaro e outros sete réus envolvidos na trama golpista, o ministro Flávio Dino fez uma referência a uma fala do colega de toga Alexandre Moraes, primeiro a votar no dia.

"O juiz, disse o ministro Alexandre, não é uma samambaia. Eu achei uma alusão muito simpática e poética", disse Dino, logo corrigido por Moraes: "Uma samambaia jurídica".

Dino continuou: "Uma samambaia jurídica. Até porque samambaia é uma planta frágil. E achei, portanto, que isso revela características suas, ao contrário do que dizem".

Durante sua argumentação, mais cedo, Moraes refutou as críticas das defesas dos réus, que compararam o número de perguntas feitas por ele durante o processo às realizadas pelo MP (Ministério Público). Por isso, reiterou que o juiz não é uma 'samambaia jurídica'.

Tanto Flávio Dino quanto Alexandre de Moraes votaram pela condenação de Jair Bolsonaro e dos outros sete réus.

Julgamento da trama golpista

Na manhã desta terça-feira (9), a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) retomou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus pela suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Após a argumentação da PGR (Procuradoria-Geral da República) e a apresentação das sustentações orais das defesas nas duas primeiras sessões, o próximo passo é a leitura dos votos dos ministros para avaliar o mérito da questão e decidir se haverá condenação, além de definir as penas.

O primeiro a se manifestar é o relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes, seguido por Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por último, Cristiano Zanin. A decisão será tomada por maioria simples de três votos, mas a defesa ainda pode recorrer dentro do próprio STF e atrasar a decisão final.

Além do ex-presidente, respondem pelos ataques à democracia o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid; o deputado federal e ex-diretor-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier; o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres; o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; o ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno; e o general Walter Braga Netto.

A PGR imputou cinco crimes aos reús, sendo elas: organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência ou grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

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