Análise: ataque ucraniano com caminhoneiros russos ‘entra para a história da inteligência militar’
Moscou classificou ação que destruiu 41 aviões com capacidade nuclear como "ato terrorista"; Casa Branca negou envolvimento
Conexão Record News|Do R7
A Casa Branca disse que Donald Trump não foi informado sobre os ataques ucranianos à Rússia deste domingo (1º). A grandiosidade da operação, que contou com dezenas de drones e destruiu mais de 40 aviões de guerra russos com capacidade nuclear, levantou questionamentos sobre a participação do serviço de inteligência dos Estados Unidos.
“A Ucrânia colocou esses drones em contêineres, que foram transportados por caminhoneiros que nem sabiam que os drones estavam lá. Eram caminhoneiros russos que foram contratados para levar os contêineres”, explica o professor Vitelio Brustolin, em entrevista ao Conexão Record News.
A ação, classificada como “ato terrorista” por Moscou, foi descrita como “brilhante” pelo presidente da Ucrânia. Nesta terça-feira (3), Volodymyr Zelensky anunciou uma reformulação das forças armadas do país e nomeou um novo comandante.
Brustolin destaca ainda os resultados da operação. “A Ucrânia conseguiu destruir 41 das 120 aeronaves da Rússia usadas para bombardear cidades ucranianas. É um feito que entra para a história da inteligência militar”, diz. Para o especialista, a forma como se deu o ataque deve criar um gargalo logístico na Rússia, que passará a fiscalizar seus cidadãos de maneira mais severa.
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