Análise: Rússia critica Ucrânia por receber armamento estrangeiro, mas faz o mesmo
Países aliados da Ucrânia autorizaram o uso de mísseis de longo alcance; Moscou classificou a decisão como "muito perigosa"
Conexão Record News|Do R7
A Rússia classificou a ajuda militar à Ucrânia por países europeus como “muito perigosa”. Entretanto, Moscou não está lutando sozinha na guerra. É o que aponta Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais. Segundo o especialista, soldados norte-coreanos, aproximadamente 15 mil, dão suporte às forças russas em Kursk. Já o Irã fornece armamento, e Belarus ofereceu seu território para que as forças do Kremlin chegassem ao Donbass. Essas evidências mostram, de acordo com o professor, que a Rússia também “tem ajuda direta de outros países”.
Ao Conexão Record News desta terça-feira (27), o especialista destaca que os novos armamentos europeus entregues às forças de Kiev, que incluem mísseis e veículos terrestres, “vão conseguir atingir as linhas logísticas da Rússia e empurrar seus arsenais de guerra mais para trás das linhas de frente”.
O chanceler alemão Friedrich Merz anunciou nesta segunda-feira (26) que agora a Ucrânia está autorizada a utilizar mísseis de longo alcance fornecidos por Alemanha e França contra alvos em território russo.
A medida, porém, foi criticada por Moscou, que alertou que o uso de armamento ocidental pode comprometer negociações por um eventual cessar-fogo.
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