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Brasil deve seguir exemplo de países que aprenderam a conviver com a gripe aviária, diz pesquisador

Luizinho Caron, da Embrapa, também destaca a importância da rápida notificação para evitar a proliferação do vírus

Conexão Record News|Do R7

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Após o Rio Grande do Sul decretar, no último fim de semana, estado de emergência em saúde animal, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, outros seis possíveis casos de gripe aviária estão sendo investigados: mais um no Rio Grande do Sul, e os outros em Santa Catarina, Tocantins, Sergipe, Ceará e Mato Grosso. 


Por conta do foco da doença, alguns países, como Japão e Arábia Saudita, suspenderam a importação do frango brasileiro vindo da região de Montenegro, no Rio Grande do Sul. Já outro grupo, que conta com Uruguai e México, suspenderam temporariamente todo o frango brasileiro. Nesta segunda-feira (19), o ministro da pasta, Carlos Fávaro, disse que o Brasil precisa de 28 dias sem novos casos para se colocar como livre do vírus. 

Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda, Luizinho Caron, pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), explica que, apesar de um alto nível de mortalidade em aves, o vírus não oferece riscos graves aos humanos, sendo que contaminações são raras e, quando ocorrem, sãos em casos de contato direto com a ave sem precauções mínimas. 

Segundo Caron, o Brasil ainda demorou para apresentar algum caso, com países que já sofrem com a doença há mais de 20 anos. Já olhando para o futuro, o pesquisador cita o exemplo desses países que já enfrentaram a doença e possuem medidas de biosseguridade mais eficazes para manter as granjas livres. O pesquisador também relembra a importância da rápida notificação de novos casos, assim como no Rio Grande do Sul, para evitar a proliferação da gripe aviária.

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