Coreia do Sul ‘ainda não tem estabilidade necessária’ para estabelecer novo governo, diz professor
Ex-presidente destituído, Yoon Suk Youl, foi novamente detido em meio às investigações por acusações de insurreição
Conexão Record News|Do R7
O ex-presidente da Coreia do Sul voltou a ser detido em meio às investigações por acusações de insurreição. Yoon Suk Yeol provocou uma crise, em dezembro, ao decretar lei marcial e enviar o Exército ao Parlamento para tentar impedir que os deputados votassem contra a imposição da medida. Em janeiro, ele se tornou o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser preso.
Yoon foi destituído pelo Parlamento e o impeachment foi confirmado em abril pelo Tribunal Constitucional. Segundo o órgão, um novo mandado de prisão foi emitido devido a preocupações de que Yoon possa destruir evidências no caso.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (10), Kleber Galerani, professor de direito e relações internacionais, diz que “a Coreia do Sul sempre foi um modelo de democracia na Ásia, em que muitos países não são países democráticos”. No entanto, o crescimento de uma onda conservadora fez com que Yoon perdesse apoio enquanto ele “tentou fazer com que esse apoio prevalecesse mediante a decretação desta lei marcial”.
Segundo o especialista, “ocorre que a oposição se articulou, fez frente a esses ataques à ordem democrática e fazendo frente conseguiu prender propriamente, não a oposição, por certo, mas pela pressão e pela desarticulação do golpe, fazer com que Yoon fosse preso”.
O ex-presidente ficou detido por 52 dias e retorna a “um contexto em que há uma série de movimentos civis, conservadores, mais liberais, no sentido de que, de algum modo, o país ainda não tem a estabilidade necessária e há uma dificuldade para o novo governo em se estabelecer”, afirma Galerani.
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