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Isenções fiscais são um dos problemas do orçamento brasileiro e precisam ser revistas, diz professor

Economista alerta para risco de falta de espaço para investimentos entre 2027 e 2028

Conexão Record News|Do R7

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O governo irá enviar ao Congresso a proposta do Orçamento 2026 sem um espaço extra de R$ 13 bilhões. O impasse acontece por conta do atraso da votação da nova PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos precatórios, que autoriza o gasto adicional. Para o mercado financeiro, esse arranjo vai ampliar o poder de barganha do Congresso, que terá a palavra final sobre o destino dos recursos.

Para Ricardo Simões, economista e professor da Faculdade do Comércio, o orçamento brasileiro deve ser encarado com mais responsabilidade e atenção, uma vez que as despesas obrigatórias do país estão crescendo em um ritmo superior ao da inflação e da evolução da economia do país. 


Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (29), Simões pontua que, se o ritmo for mantido, a expectativa é que em 2027 e 2028 as despesas obrigatórias ocupem todo o orçamento, sem espaço para outros investimentos.

Para o economista, o governo deve atuar efetivamente para evitar tal problema e mirar em vilões do orçamento, como as isenções fiscais oferecidas a diversas empresas, que podem custar em torno de R$ 500 bilhões aos cofres públicos até o final deste ano. 

“O governo nem consegue mensurar com total capacidade o quanto essas isenções de impostos está trazendo de retorno para a sociedade. Ou seja, você isenta de um lado, mas a conta, do outro, quem paga é a população”, finaliza.

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