Jogo duplo? Falas de Trump sobre Groenlândia são maiores do que parecem; veja análise
Estratégia de negociador do presidente americano envolve uma disputa “morde e assopra” com os aliados europeus
Conexão Record News|Do R7
Segundo o analista internacional Manuel Furriela, o desejo dos Estados Unidos de anexarem a Groenlândia, sob a justificativa de se protegerem de ameaças de aliados europeus, não faz muito sentido. Para o especialista, essa postura dos americanos pode ser uma estratégia de negociação para adquirir o território, que pertence ao Reino da Dinamarca.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (27), Furriela explica que a presença da Dinamarca na aliança militar ocidental, a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), já protege os americanos de qualquer ameaça que atinja a ilha.
Ele comenta que a região já foi ocupada pelos EUA durante a Segunda Guerra Mundial, ou seja, a reivindicação sobre o território não é recente. Ainda que, do ponto de vista de defesa nacional, a ameaça europeia não faça sentido, a exploração dos recursos naturais, como minérios e petróleo, pode beneficiar os americanos.
O analista conclui que as falas de Trump deixam a questão em aberto, permitindo uma eventual intervenção militar no local. Independentemente de suas declarações, Furriela destaca que o território está no radar do mandatário, o que demanda atenção para seus próximos movimentos.
Donald Trump disse, nesta quarta-feira (26), que os Estados Unidos precisam anexar a Groenlândia por questões de segurança internacional. O presidente norte-americano também anunciou tarifas comerciais sobre todos os carros que não são fabricados no país e assinou um decreto para mudar as regras do sistema eleitoral vigente. Ele citou o Brasil como exemplo de eleição segura.
Últimas

Eclipse lunar parcial é visto no Brasil a olho nu
Fenômeno cobriu mais de 90% do disco solar; próximo deve ocorrer em 2028

EUA negociam acesso de longo prazo às reservas de petróleo
Tratado deve permitir desenvolvimento de campos petrolíferos por empresas americanas

Coreia do Sul anuncia exercícios militares com EUA e Japão
Manobras são treinamento para responder às ameaças nucleares e garantir a estabilidade na região

Assista à entrevista com Marcel Van Hattem (NOVO), candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul
RECORD NEWS exibiu a sabatina conduzida pelo apresentador Léo Saballa Júnior, da RECORD Guaíba

Camex prorroga imposto sobre exportação de petróleo
Tarifa de 12% vai ser estendida a partir de setembro, quando vence o prazo da decisão anterior

Rússia lança novos ataques com mísseis e drones na madrugada
Representante ucraniano diz que negociações podem ser retomadas em setembro

TSE incentiva uso de ferramenta contra deepfake em plataforma de vídeos
Ideia é auxiliar no rastreamento do uso indevido de inteligência artificial nas campanhas

Rússia ameaça atacar alvos militares do Reino Unido em resposta
Segundo Moscou, Londres está a um passo de se tornar legalmente cúmplica do conflito

Primeiro-ministro do Catar se reúne com autoridades iranianas
Objetivo da visita a Teerã é abordar formas de reduzir tensões e a reabertura do estreito de Ormuz

Governo Lula quer acabar com a taxa das blusinhas
Texto tem que ser votado ainda em setembro, do contrário vai perder a validade

Assista à entrevista com Manuela d'Ávila (PSOL), candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul
RECORD NEWS exibiu a sabatina conduzida pelo apresentador Léo Saballa Júnior, da RECORD Guaíba

Irã e Omã trabalham em detalhes de acordo de navegação
Apesar das discussões, Teerã afirma que rota só será reaberta se EUA aceitarem condições

Autoridades atualizam número de mortos no desastre entre Nepal e Tibete para 392
Quase 1.500 pessoas estão desaparecidas; inundação pode ter sido causada por mudanças climáticas

Caixa registra aumento de lucro no segundo trimestre de 2026
Resultado de R$ 3,9 bilhões é sustentado, principalmente, por crédito imobiliário

Tarifaço: Brasil e EUA têm reunião marcada para segunda-feira (31)
Parte dos produtos brasileiros passou a ter tarifa de 37,5% para entrar no mercado americano



