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Entenda por que eventos climáticos extremos mais raros podem dar fôlego aos agricultores

Especialista afirma que as previsões indicam normalidade nos próximos meses, com chuvas iniciando entre final de setembro e começo de outubro

Record News Rural|Do R7

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Em entrevista ao Record News Rural desta quinta-feira (11), o meteorologista Giovanni Dolif fala sobre os impactos de eventos climáticos extremos no campo e as previsões meteorológicas, com ausência de fenômenos intensos como El Niño ou La Niña.

“É natural que o agricultor esteja preocupado depois de um ano tão atípico como foi o ano passado, um ano muito seco e muito quente”, afirma. Agora, diz ele, o comportamento está dentro da normalidade.

“A gente teve um inverno com frio, tivemos alguns episódios de chuva, então não foi um inverno tão seco, e as previsões indicam que as chuvas devem começar a acontecer entre o final de setembro e início de outubro, portanto, dentro do período normal”, afirma.

O especialista relembra as queimadas e grandes enchentes no Rio Grande do Sul, e explica o que motivou os eventos de 2024: um El Niño forte, que enfraqueceu com o tempo, mas ainda deixa rastro. “Tem um atraso entre a existência, a presença do El Niño, e o efeito dele na atmosfera. Então, a gente tem que ter cuidado”, afirma.

Segundo Dolif, o quadro atual é de neutralidade, com possibilidade de La Niña fraca — combinação que tende a reduzir a ocorrência de extremos amplos e persistentes. O efeito esperado é menos anomalia concentrada: no Sul, chuva um pouco menor (sem o excesso de 2024), e no Sudeste e Centro-Oeste, menos ondas de calor e chuva próxima ou ligeiramente acima da média.

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