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Análise: demissão de Lisa Cook gera incerteza sobre futuro da autonomia do Banco Central americano

Instituição anunciou que a diretora só pode ser demitida por justa causa e permanecerá no cargo, contrariando decisão do presidente Donald Trump

Conexão Record News|Do R7

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Um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado pelas redes sociais a demissão da diretora do Banco Central americano, Lisa Cook, a instituição financeira afirmou que a economista só pode ser afastada por justa causa.

Trump justificou a decisão com acusações ligadas a hipotecas e declarou não confiar na integridade de Lisa, que ocupa o cargo há 14 anos. A medida adotada pelo republicano foi vista com estranheza e gera um precedente jurídico que pode ferir a autonomia do Fed, segundo Carla Beni, economista e professora da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (27), a professora pontua que a demissão é inédita e abre precedente para que a defesa da economista conteste a decisão por não haver nenhum processo na Justiça aberto contra ela.

“Aí vem o seguinte recado: o que o Banco Central vai fazer a esse respeito? Os advogados dela já se manifestaram que ela vai permanecer no cargo, que ela tem esse direito, que ela precisaria ser mandada por justa causa, que é outro processo completamente diferente”, comenta a professora. 


Carla acredita que, caso a medida seja concretizada, os outros membros do Fed podem se sentir acuados e atender aos pedidos de políticas econômicas do presidente americano, gerando uma interferência no banco, que é autônomo.

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