Análise: 'Questão da Ucrânia atrapalha o andamento dos assuntos entre russos e americanos'
Nesta quinta-feira (24) a Rússia realizou um dos maiores ataques à Ucrânia desde o início da guerra, e Trump prometeu aumentar a pressão sobre Putin
Conexão Record News|Do R7
A Rússia realizou, na quinta-feira (24), um dos maiores ataques à Ucrânia desde o início da guerra, resultando em pelo menos 12 mortes e mais de 70 feridos. Trump expressou desagrado pela atitude e prometeu aumentar a pressão sobre a Rússia. Em entrevista ao Conexão Record News, o professor doutor em História e conflitos internacionais, Ricardo Cabral, afirmou nesta sexta-feira (25) que sempre foi necessário separar o que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, faz do que ele fala, e que agora é preciso fazer o mesmo com Donald Trump. "Eles falam uma coisa na frente das câmeras e costumam fazer algo completamente diferente", disse o analista.
“A Ucrânia é uma das principais questões nas relações entre os Estados Unidos e a Rússia”, o que dificulta a resolução de outras questões norte-americanas, afirmou Cabral. O especialista acrescentou que “a pressão está intensa” e que, "o recado que tem sido dado nos bastidores" é que, enquanto houver troca de mísseis e ataques, a tensão continuará.
Ricardo Cabral também comentou que o ataque foi um recado para a Ucrânia, com o objetivo de “diminuir as tensões”. "O problema é que esse diálogo complica as negociações de paz, pois exige que europeus e ucranianos busquem garantias de segurança que apenas os americanos podem oferecer. Só os americanos têm o poder de pressionar a Rússia a mudar sua postura, o que pode ser o estopim para algo ainda maior", concluiu.
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