De olho em Taiwan, China não pode deixar a Rússia perder a guerra na Ucrânia; entenda
Segundo o professor Vitelio Brustolin, "se houver uma derrota russa, os EUA vão se voltar para a proteção de Taiwan"; veja análise
Conexão Record News|Do R7
O Ministério de Relações Exteriores da China, Wang Yi, condenou a ameaça de sanções de Donald Trump contra a Rússia. No comunicado, Pequim se opõe firmemente a todas as sanções unilaterais consideradas ilegais. O comunicado também ressalta não haver vencedores em uma guerra tarifária e que a coerção e pressão não resolverão o problema.
Já o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, se encontrou com o presidente chinês, Xi Jinping, durante visita ao país asiático. Os dois lados discutiram uma série de questões para aprofundar os laços diplomáticos, incluindo os preparativos para uma visita do presidente russo à China. Ainda durante o encontro, o presidente chinês declarou que os dois países devem reforçar o apoio mútuo.
Tal relação deve se manter firme para interesses chineses que vão além dos econômicos. É o que analisa Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense), em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (15). Para o professor, a Rússia não perder a guerra faz com que os Estados Unidos e a Europa continuem com seu foco na região e não em outro território que Pequim tem interesse e deseja tomar o controle: a ilha de Taiwan.
“Xi Jinping já disse que pretende reanexar o território de Taiwan ainda durante o seu mandato. O mandato dele vai até 2027, pelo menos o mandato atual. Então a China considera que a guerra da Rússia é interessante porque tira o foco dos seus próprios interesses”, conclui Brustolin.
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