Futuro do TikTok: por que um acordo com a China é tão importante para os Estados Unidos?
‘Tudo gira em torno de negócios’, avalia o especialista Manuel Furriela; assista à análise
Conexão Record News|Do R7
Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (19), Manuel Furriela, mestre em Direito Internacional pela USP, afirma que a disputa entre Estados Unidos e China é essencialmente econômica.
“Tudo gira em torno de negócios. [...] Os Estados Unidos já perceberam que o avanço econômico daquele país [China] traz desafios, traz muita concorrência internacional”, destaca.
Furriela explica que a China atingiu um nível que lhe permite negociar quase de igual para igual com os Estados Unidos.
“Quando o Trump foi presidente pela primeira vez, ele conseguia ter um poder de barganha muito grande em relação aos chineses. [...] Poucos anos depois, não muitos anos depois, a China, ela atingiu um nível econômico de tal ordem que agora ela tem muito mais poder de barganha”, aponta.
O especialista ressalta que os dois países são interdependentes. “Há uma sinergia enorme. Fazer alianças é mais interessante do que um embate direto, que traria prejuízo para ambos”, avalia.
Ele lembrou que a China é a maior credora dos Estados Unidos em títulos do governo, o que reforça essa relação estratégica.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou por telefone com o líder chinês, Xi Jinping, nesta sexta-feira (19). A conversa teve como principal tema o futuro do TikTok, rede social que está no centro de uma disputa entre os dois países. Nesta semana, representantes americanos e chineses chegaram a um acordo envolvendo a plataforma.
Embora os detalhes ainda não tenham sido divulgados, a expectativa é que a operação do TikTok nos Estados Unidos seja separada em uma nova empresa, que deverá ser vendida para investidores americanos. Um dos possíveis compradores é Larry Ellison, fundador da Oracle e um dos homens mais ricos do mundo.
"O TikTok e essas grandes big techs, elas são empresas muito estratégicas. O TikTok cresceu muito, rivaliza com empresas americanas, por exemplo. Então, é estratégico porque são as empresas do momento, as mais rentáveis, elas envolvem outras questões além de rentabilidade. Que são relacionadas à comunicação entre as pessoas, relacionamento entre as pessoas, são empresas que elas barganham publicidade, grande publicidade, grandes fatias desse mercado também. Então, o TikTok, ele é uma empresa que, de igual para igual, se opõe com as grandes empresas americanas do mesmo setor. Então, para os Estados Unidos é muito estratégico ter o TikTok sob seu controle", afirma.
O PlayPlus agora é RecordPlus: mais conteúdo da RECORD NEWS para você, ao vivo e de graça. Baixe o app aqui!
Últimas

Eclipse lunar parcial é visto no Brasil a olho nu
Fenômeno cobriu mais de 90% do disco solar; próximo deve ocorrer em 2028

EUA negociam acesso de longo prazo às reservas de petróleo
Tratado deve permitir desenvolvimento de campos petrolíferos por empresas americanas

Coreia do Sul anuncia exercícios militares com EUA e Japão
Manobras são treinamento para responder às ameaças nucleares e garantir a estabilidade na região

Assista à entrevista com Marcel Van Hattem (NOVO), candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul
RECORD NEWS exibiu a sabatina conduzida pelo apresentador Léo Saballa Júnior, da RECORD Guaíba

Camex prorroga imposto sobre exportação de petróleo
Tarifa de 12% vai ser estendida a partir de setembro, quando vence o prazo da decisão anterior

Rússia lança novos ataques com mísseis e drones na madrugada
Representante ucraniano diz que negociações podem ser retomadas em setembro

TSE incentiva uso de ferramenta contra deepfake em plataforma de vídeos
Ideia é auxiliar no rastreamento do uso indevido de inteligência artificial nas campanhas

Rússia ameaça atacar alvos militares do Reino Unido em resposta
Segundo Moscou, Londres está a um passo de se tornar legalmente cúmplica do conflito

Primeiro-ministro do Catar se reúne com autoridades iranianas
Objetivo da visita a Teerã é abordar formas de reduzir tensões e a reabertura do estreito de Ormuz

Governo Lula quer acabar com a taxa das blusinhas
Texto tem que ser votado ainda em setembro, do contrário vai perder a validade

Assista à entrevista com Manuela d'Ávila (PSOL), candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul
RECORD NEWS exibiu a sabatina conduzida pelo apresentador Léo Saballa Júnior, da RECORD Guaíba

Irã e Omã trabalham em detalhes de acordo de navegação
Apesar das discussões, Teerã afirma que rota só será reaberta se EUA aceitarem condições

Autoridades atualizam número de mortos no desastre entre Nepal e Tibete para 392
Quase 1.500 pessoas estão desaparecidas; inundação pode ter sido causada por mudanças climáticas

Caixa registra aumento de lucro no segundo trimestre de 2026
Resultado de R$ 3,9 bilhões é sustentado, principalmente, por crédito imobiliário

Tarifaço: Brasil e EUA têm reunião marcada para segunda-feira (31)
Parte dos produtos brasileiros passou a ter tarifa de 37,5% para entrar no mercado americano



