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Mauro Cid 'estava em sintonia com as estratégias da organização criminosa', afirma Cármen Lúcia

Magistrada lembrou que ex-ajudante de ordens de Bolsonaro admitiu à Justiça que auxiliava nas comunicações da trama golpista

Hora News|Do R7

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"Está comprovado como ele atuava, como ele participou, como ele atuou nas comunicações, como ele levou a efeito, recebia os documentos, repassava os documentos, garantia que se mantivesse o ânimo de todos os integrantes ou os que poderiam participar", afirmou a ministra Cármen Lúcia ao analisar a participação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, na trama golpista.

Segundo a magistrada, a atuação de Cid não ficou restrita ao ataque às urnas eletrônicas, já que ele "estava em sintonia permanente com os discursos, as estratégias adotadas pelos outros integrantes da organização criminosa", incluindo Bolsonaro e Augusto Heleno.

Julgamento da trama golpista

Na tarde desta quinta-feira (11), a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) entrou no quinto dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete aliados pela suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

A sessão pode ser decisiva, já que os ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin tendem consolidar maioria para condenar os réus. O placar está em 2 a 1 pela condenação. O resultado será por maioria simples de três votos, mas a defesa ainda pode recorrer dentro do próprio STF e atrasar a decisão final.

Até o momento, o relator do processo, Alexandre de Moraes, e Flávio Dino votaram pela condenação. Dino, contudo, fez uma ressalva quanto às penas proporcionais de Alexandre Ramagem, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, pelo fato de eles terem menor participação na trama golpista.

Luiz Fux aceitou a acusação contra o tenente-coronel Mauro Cid e o general Walter Braga Netto pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito. Por outro lado, para os outros julgados, o magistrado votou pela absolvição total, inclusive de Jair Bolsonaro.

Além do ex-presidente, respondem pelos ataques à democracia o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid; o deputado federal e ex-diretor-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier; o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres; o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; o ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno; e o general Walter Braga Netto.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) imputou cinco crimes aos reús, sendo elas: organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência ou grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

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