Além do Brics, auxílio de países desenvolvidos na transição energética é essencial, diz especialista
Declaração final da 17ª cúpula do bloco econômico reforçou o multilateralismo no enfrentamento às mudanças climáticas
Conexão Record News|Do R7
A declaração final apresentada na 17ª cúpula do Brics incluiu o multilateralismo para enfrentar as mudanças climáticas, além de aumento do financiamento vindo de países desenvolvidos para proteção da biodiversidade, combate à crise climática e desertificação. O encontro, ocorrido no Rio de Janeiro, também contou com a reafirmação do compromisso com o Acordo de Paris e a necessidade de promover transições energéticas justas e ordenadas. Os líderes ainda expressaram apoio à COP30 que irá acontecer em Belém, no Pará, sob liderança brasileira no mês de novembro.
Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (7), Rodolfo Bonafim, especialista em climatologia e agrometeorologia, exalta a decisão do bloco em se destacar no cenário mundial em um assunto que vem chamando atenção de todos na busca de soluções de uma saída da crise global climática. No entanto, ele ressalta que somente com a união desses países com outros entes que haverá algum tipo de progresso no assunto.
“Não é só um país ou dois países, três que vão resolver, mas a verdade tem que ser um bloco. O Brics está realmente de parabéns, está realmente buscando soluções multilaterais, uma união de países em torno de uma, não vou dizer uma solução, mas de uma redução dessa temperatura global do planeta”, comenta Bonafim.
Apesar da boa vontade do grupo em iniciar as discussões, o especialista lembra que grande parte dos países membros do Brics estão em desenvolvimento, necessitando de países desenvolvidos como Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha nos esforços para financiar uma transição energética mundial. “A participação dos países desenvolvidos é fundamental nesse processo”, finaliza.
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