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Palavras diplomáticas russas se contradizem com ações em terra, afirma professor

Conversas de Donald Trump com Putin e Zelensky acontecem em meio a novos ataques da Rússia contra a Ucrânia

Conexão Record News|Do R7

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Os Estados Unidos mantêm tratativas para tentar um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia. A Casa Branca já confirmou a ligação telefônica com Vladimir Putin. Trump também deve conversar com Volodymyr Zelensky ainda nesta segunda (19) para chegar a um cessar-fogo. O presidente americano tenta convencer ambos os países a cederem. 


Em entrevista ao Conexão Record News, Vladimir Feijó, analista internacional e professor da UniArnaldo, relembra a conversa entre o vice-presidente americano, JD Vance, com o Zelensky, no último final de semana, em que Vance afirmou o entendimento de que Putin gostaria de sair da guerra. Para o professor, apesar da expectativa de um acordo, o grande desafio seria atender as demandas de ambos os lados. 

“A expectativa, do lado da diplomacia americana, é que essa conversa do Trump convença o Vladimir Putin numa negociação de um tratado que inclua o que a Ucrânia deseja, o cessar-fogo imediato, mas também expectativas de uma futura paz. E aí a gente não sabe exatamente se incluindo ou não a pretensão russa da Ucrânia abdicar do direito de se integrar à Europa e à Otan”, pontua Feijó. 

No entanto, o analista ressalta que as palavras diplomáticas russas se contradizem com ações em terra, com novos ataques realizados ao país vizinho. Segundo o analista, a periodicidade e intensidade dos ataques mostram não haver intenção no fim do conflito. Para isso, seriam necessários esforços que poderiam impactar na satisfação da população russa, como fatores econômicos. 

“Ao que parece, a Rússia está usando esse conflito ou para testar novos armamentos e se preparando para um futuro conflito, é o que muitos países europeus imaginam, ou mesmo está economizando forças, ganhando centímetros a centímetros até alcançar o seu objetivo final”, conclui o professor.

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