‘Tudo o que o Brics fala tem um peso para o mundo, mas não para Donald Trump’, avalia economista
Reunião virtual entre integrantes do bloco aconteceu nesta segunda-feira (8) e abordou as guerras no mundo, COP30 e tarifaço
Conexão Record News|Do R7
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma reunião virtual com países-membros do Brics na manhã desta segunda-feira (8). Na conversa entre os representantes, foram discutidos alguns assuntos como a realização da COP30 — que ocorrerá no Brasil, em novembro —, as guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza, a crise do multilateralismo mundial e o tarifaço de Donald Trump.
Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (8), o economista Ricardo Buso analisa que uma vantagem do bloco é a possibilidade da criação de uma unidade para ajudar os membros mais afetados pelo tarifaço, como a Índia e o Brasil. No entanto, ele ressalta que o Brics enfrentará problemas com os Estados Unidos caso medidas como uma moeda alternativa ao dólar em negociações sejam anunciadas.
“Tudo o que o Brics fala tem um peso para o mundo, mas não para Donald Trump. Digamos, no caso das tarifas, como é que Trump vai fazer? Porque é justamente quem ele mais quer tarifar. Então, qualquer coisa que saia do que ele quer que se diga dos Brics, ele começa a impor barreiras, a impor sanções e tudo isso é muito perigoso, em que pese ele ter um grande rival ali dentro, que é a China, que tem como encará-lo de frente”, completa.
Ainda na análise de Buso, é importante haver discussões sobre assuntos relevantes como as guerras e a COP30, mas o bloco perde credibilidade em alguns pontos, como a guerra na Ucrânia, pelo fato da Rússia ser um dos países fundadores do grupo. Outro ponto que pesa é a questão não resolvida completamente, no cenário brasileiro, sobre a oferta de hospedagens para a COP30.
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